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17/01/2016

Ipsis Verbis (19)



Falstaff, na taberna de Eastcheap, faz notar que não é apenas espirituoso, mas que também é culpado pelo facto de outros se tornarem espirituosos (à sua custa). Muitos imbecis existem, cujos nomes não me apetece dizer aqui, que viram esta frase de pernas para o ar. Pois não são apenas tolos, mas também são culpados pelo facto de outras pessoas (em face do rosto e dos discursos deles) se tornarem tolos.

Heinrich von Kleist, Varia

30/09/2015

Ipsis Verbis (18)



The people who do most harm are the people who try to do most good.

Oscar Wilde, The Soul of Man under Socialism
 

18/06/2015

Ipsis Verbis (17)



ODE TO A GRECIAN URN


Thou still unravish'd bride of quietness,
       Thou foster-child of silence and slow time,
Sylvan historian, who canst thus express
       A flowery tale more sweetly than our rhyme:
What leaf-fring'd legend haunts about thy shape
       Of deities or mortals, or of both,
               In Tempe or the dales of Arcady?
       What men or gods are these? What maidens loth?
What mad pursuit? What struggle to escape?
               What pipes and timbrels? What wild ecstasy?

07/05/2015

Ipsis Verbis (16)



Pouco vale coração, astúcia e siso,
Se lá dos céus não vem celeste aviso.

Luís de Camões, Os Lusíadas
 

07/04/2015

Ipsis Verbis (15)



A man of genius makes no mistakes; his errors are volitional and are the portals of discovery.

James Joyce, Ulysses
 

06/02/2015

Ipsis Verbis (14)


Tenho uma religião, a minha religião, e até tenho mais que todos eles com as suas momices e imposturas! Pelo contrário, creio em Deus! Creio no ser supremo, num Criador, seja ele quem for, pouco importa, que nos pôs neste mundo para cumprir os nossos deveres de cidadãos e chefes de família; mas não tenho necessidade de ir a uma igreja beijar salvas de prata e engordar à minha custa uma cambada de farsantes que vivem melhor do que nós! Posso honrar a Deus da mesma maneira num bosque, num campo, ou até contemplando a abóbada etérea, como os antigos. O meu Deus é o mesmo de Sócrates, de Franklin, de Voltaire e de Béranger! Eu sou pela profissão de fé do vigário saboiano e pelos princípios imortais de 89! Por isso não admito que Deus seja assim um sujeito que anda a passear no seu jardim de bengala na mão, instale os seus amigos no ventre das baleias, morra soltando um grito e ressuscite ao cabo de três dias: coisas absurdas por si mesmas e completamente opostas, além disso, a todas as leis da Física; diga-se de passagem que tudo isso prova que os padres estagnaram sempre numa torpe ignorância, onde se esforçam por atolar também as populações.

Gustave Flaubert, Madame Bovary