Em 279 a.c., durante
a guerra pírrica, o exército romano e o exército de Pirro, rei do Épiro, enfrentaram-se
em Ásculo. Lembra Plutarco que, de acordo com Dioniso de Halicarnasso, havia
quinze mil baixas no total quando os dois exércitos se separaram e que, no
momento em que o vieram congratular pela vitória, Pirro terá dito que outra
vitória perante os romanos como aquela acabaria com o seu próprio exército. Pirro
podia até ter vencido aquela batalha, mas tinha perdido a maior parte das suas
forças, dos seus amigos e dos seus generais. Além disso, não podia reforçar as
suas fileiras, enquanto os romanos recrutavam rapidamente novos soldados. A
expressão “vitória de Pirro” relembra os acontecimentos em Ásculo, e é
vulgarmente usada, não só em contexto militar, para designar uma vitória cujas
consequências acabam por ser mais prejudiciais do que benéficas a quem vence.
28/01/2015
16/01/2015
Sine Qua Non (9)
Quem
só discorda dos outros só exerce a sua liberdade de expressão em relação ao que
é externo. Não sejas meio-livre. Discorda dos outros, mas discorda também de ti
próprio.
13/01/2015
Ipsis Verbis (13)
E que ninguém se ufane por ter vencido a primeira
corrida; que ninguém se considere vencedor enquanto não houver atingido o termo
da humana vida!
Eurípides,
Electra
26/12/2014
Res Scriptae - Pais e Filhos
Havia
nações em que era costume os filhos matarem os pais e outras nas quais os pais
matavam os filhos, para evitarem os inconvenientes que um dia poderiam causar
uns aos outros, pois, por natureza, a prosperidade de um depende da ruína do
outro. Havia filósofos – como testemunha Aristipo – que desdenhavam deste laço
natural. Quando alguém insistia na afeição que um pai em particular devia aos
seus filhos, uma vez que eles tinham vindo de si, ele começava a cuspir,
dizendo que aquilo também tinha vindo dele, e que nós também criamos piolhos e
vermes. E havia aquele outro que Plutarco tentou reconciliar com o seu irmão.
‘Eu não tenho de gostar mais dele’, dizia ele, ‘por ter saído do mesmo buraco
que eu’.
tirado de “Sobre a Amizade”, Michel de Montaigne
18/12/2014
Ad Hominem (2) - Gonçalidades
GONÇALIDADES
Eu
hoje estou cruel, frenético, exigente;
Nem
posso tolerar as vozes mais banais.
Incrível!
Já rasguei ao todo três jornais
Enfurecidamente.
Dói-me
a cabeça. Arranco dela alguns cabelos:
Que
bem se diz do mau professor de ginástica!
Aclamam-lhe
os enredos e a dicção fantástica.
Quanto
a enganos, nem vê-los!
Sentei-me
à secretária… Ali defronte engoma
A
camisa ao marido, não deixando um vinco,
Uma
esposa esmerada já com netos cinco.
Tem
hoje um hematoma…
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