Tendo ficado demonstrado, nos dois textos de que este é conclusão, que
Herberto Helder está para a poesia como um marinheiro a quem não explicaram o
que é marinhar está para a marinhagem e como um adolescente a quem não
explicaram o que é adolescer está para a adolescência, falta agora tornar claro
de que modo esta criança tolinha, não obstante nunca ter aprendido a marinhar
nem ter realmente adolescido, deu em ser marinheiro e adulto respeitado. Por
outras palavras, falta explicar por que motivos não é crueldade nem
deselegância achar, como o achará quem souber o que é justo achar, que nem o
facto de Herberto Helder ter nascido na Madeira lhe desculpa a dicção
entaramelada. É hora, por isso, de olhar com atenção, de preferência sem o
coração amargurado nem a alma condoída com que olham todos os que se emocionam
ao olhar, para o poema central do seu primeiro volume de poemas e,
possivelmente, da sua obra completa.
17/08/2015
05/08/2015
Res Scriptae - Aristides e Temístocles
O
estadista e general ateniense Aristides, o Justo, foi enviado em embaixada com o
general Temístocles, de quem não era amigo, e sugeriu que os dois pusessem de
lado a inimizade na fronteira da Ática. “Ao voltarmos, se nos apetecer” – disse
ele – “podemos retomá-la”.
tirado de: Greek Wit: a Collection of Smart Sayings and
Anedoctes translated from Greek Prose Writers
22/07/2015
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